Quarta-feira, Maio 30, 2007

Manifesto de apoio ao Teatro Oficina Perdiz, de Brasília

Permito-me entrar no coro de vozes que pede pela manutenção do Teatro Oficina Perdiz!
A oficina foi fundada em 1966 por José Perdiz e a partir de 1988 abriu suas portas também para o teatro, a música e as artes plásticas.
Para quem não conhece ou não é de Brasília, o espaço é uma oficina durante o dia e um palco durante a noite, instalações improvisadas, mas que guardam em si o charme do inacabado.
A ironia é o toque de "déjà vu", parece-me que a história se repete, como em São Paulo, o Teatro Oficina sofre com a possibilidade de ficar isolada por conta de um "Shopping" do conhecido apresentador, Silvio Santos e do grupo Abravanel, o teatro daqui de Brasília sofre pressões, mas lá é um grupo empresarial e aqui é política!
Quem seria o Silvio Santos daqui? Este se esconde na bata vil do anonimato? Especuladores do mercado imobiliário, Governo do Distrito Federal?
Uma série de histórias mal contadas, onde dinheiro, propina e denúncias de irregularidades, estão por toda parte!
Déjà vu? Pode ser, mas como os colegas de Sampa lutaremos pela permanência da arte e da cultura popular! O que sei é que "A Luta" permanece, mesmo que não seja uma peça teatral como a encenada no Teatro Oficina de São Paulo, os apaixonados e simpatizantes da causa lutam!
Junto me ao coro para gritar que: "Queremos o Teatro Oficina Perdiz!"
E tentaremos garantir sua existência, vida longa ao teatro! MERDA para todos do Oficina Perdiz!

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Quinta-feira, Maio 24, 2007

(Jim Morisson)


Voltando com as atividades desse blog, prestarei uma homenagem mais que merecida ao The Doors e a Jim Morissom.

A banda era formada por quatro integrantes: Jim Morrison, Ray Manzarek, John Densmore e Robert Krieger. Tomou forma por volta de 1967. Quanto à origem do nome "The Doors" (as portas) pode ter se originado por conta de um livro: As Portas da Percepção de Aldous Huxley.
O personagem maior da banda era sem dúvida Jim Morissom.
Dizem que no começo, Jim cantava de costas para a platéia por conta da timidez, superada com o uso de LSD.
The Doors misturava poesia e música, numa química perfeita. Jim por ter se formado em cinema, imprimia muito estilo em suas performances em vídeo, eram filmagens elaboradas e de muita qualidade, fez alguns filmes apenas com suas poesias e citações.
http://www.youtube.com/watch?v=q076QQpLx70
http://www.youtube.com/watch?v=bsNuevvByII
http://www.youtube.com/watch?v=Z2KHPI9MwQc
Jim Morrison declamava seus próprios poemas enquanto a banda toca ao fundo.
The Doors cantavam caos, a revolta. Jim Morrison tornou-se um ícone do rock, imprimia em suas letras seu asco, sua revolta, era um homem lindo, um poeta que cantava e encantava, atraía multidões.
Curiosamente, Morrison não tinha a pretensão de ser cantor, via na música apenas um meio para canalizar suas inspirações poéticas e artísticas.
Os shows eram um caos instalado, Morrison provocava o público e a polícia, abusava da bebida e das drogas.
http://www.youtube.com/watch?v=Py_JN5lPCC0&mode=related&search=
Jim Morrison: James Douglas Morrison nasceu em 8 de Dezembro de 1943, em Melbourne - Flórida, e foi encontrado morto em sua banheira, por Pamela Anderson, sua esposa, em 3 de Julho de 1971, em Paris.
Ela morreu 3 anos depois, também de overdose.
The Doors completariam 40 anos de careira esse ano.
Ouça e saiba mais sobre The Doors:
http://www.thedoors.com/home

Quinta-feira, Agosto 17, 2006

Marina Morena

Depois de um breve período de férias, retorno com toda a força para o trabalho. Por ter recebido uma proposta de um sítio musical, minhas colunas que antes eram semanais, agora serão quinzenais, espero contar com a compreensão de todos neste sentido.

Nesta edição falarei de Marina Rabelo Caldas, nascida em 1981, na cidade de Fortaleza-CE e criada em Natal-RN, diz considerar-se natalense.

Falando sobre suas influências literárias, “Marina Morena” confessa-se viciada em livros e que suas paixões são Rubem Fonseca e Gabriel Garcia Márquez, mas se diz tocada por Hilda Hilst, Pablo Neruda, Elisa Lucinda e Ana Cristina César.

E como tudo que escrevemos é uma fermentação de um olhar mais contemplativo próprio de quem poeta, a escritora completa dizendo que filmes, músicas, qualquer acontecimento pode acender essa chama interior.

Como a maioria, relata que começou rabiscando pequenos versos em cadernos e nunca se deu conta que era poesia, até o advento dos blogs, quando resolveu transcrever as obra para a rede, aí o gosto virou paixão.

Citou alguns nomes desconhecidos como as poetisas Iracema Macedo e Marize Castro, que são atuais e têm livros editados no Rio Grande do Norte. O que achei curioso no trabalho de Marina Morena é seu desbravar existencial, sua busca por si e seus interiores. Tem gosto pela poesia, passeia também pela prosa poética, mas disse que se tivesse que escolher, sem dúvida a preferência seria a poesia.

Vale a pena conferir, Marina Morena, como disse a ela seu nome artístico sempre me remete à música de Adriana Calcanhoto.

Blogs:

http://versosdelirios.blogspot.com/
http://e-digitais.blogspot.com/
http://blogdesete.blogspot.com/


Recomendo:

In Vento
Poemas amassados
Silêncio
Nua
Cinzas
DesejosDelírios (é junto assim mesmo);

Entre tantos outros!
Até a próxima!
Comentários no rodapé da página.

Dúvidas ou sugestões:
larissapin@hotmail.com

Sexta-feira, Julho 14, 2006

Metrópole Locomotiva


Essa semana destacarei uma banda de rock aqui de Brasília, que me conquistou, por misturar música e poesia, de uma maneira tão única que chega a ser tocante, falo de Metrópole Locomotiva. Quem me conhece sabe, que só pelo nome da banda estaria arrebatada, por cultuar os temas metropolitanos, mas não é só isso.
O meu primeiro contato com sua música foi no Festival Rolla Pedra, comprei um CD, que era vendido ali mesmo, no final de sua apresentação. Fiquei encantada com o vocalista franzino, citando João Cabral de Melo Neto e poemas próprios no meio do ritmo do rock, tinha uma performance vigorosa, juntamente com os outros componentes, numa apresentação quase teatral.
Entrevistei Daniel Kirjner, o vocal e compositor das músicas, o “poeta da banda”. Infelizmente o guitarrista solo saiu, portanto a questão dos integrantes está meio confusa, “uma fase de transição e troca de integrante é sempre desgastante”, confessa Daniel.
Tudo começou numa reunião de amigos de colégio, querendo tocar rock, no carnaval do ano 2000. Daniel tinha algumas composições prontas e queria ensaiá-las. Daquela formação, só Daniel e Caverna estão até hoje na banda.
O grupo é formado provisoriamente por:
Vítor Moraes (Moraes)- Guitarra;
Rafael Gabler (Caverna) – Teclado;
Pedro Martins (Makaeh) – Baixo;
João Paulo Gravina – Bateria;
Daniel Kirjner – Vocal.
Cada integrante da banda traz suas próprias influências:
Makaeh: Black Sabbath, Pupila (banda de Macaé) e Dance of Days. Caverna: Ramones, Raul Seixas, The Clash. Moraes: Los hermanos , Weezer, Radiohead, Beatles, Pavement, Nirvana.João Paulo: Rush, Sepultura, Led Zeppelin, Black Sabbath, Pantera, Dream Theater. Daniel: Lupcínio Rodrigues, Paulo César Pinheiro, Gonzaguinha, Elis Regina, Legião Urbana, Cazuza, Noel Rosa, Led Zeppelin, Rage Against the Machine e Bad Religion.
Vale a pena conferir!
Recomendo:
Apesar de Tudo (CD da Banda)
Minha música preferida é:
Conversa com os espíritos

Sítios:
www.metropolelocomotiva.com
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=439949
www.fotolog.com/metropole
Para ouvir Metrópole Locomotiva:
http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=29202
Venda de CDs neste telefone: 81246503 (Daniel)
E-mail: Metropolebsb@yahoo.com.br

Boa semana, e até a próxima!
Agradecimentos especiais à Caroline Schneider, que gentilmente revisa meus textos.

O objetivo maior do meu trabalho é a troca, por isso há espaço para comentários no rodapé da página.Dúvidas ou sugestões: larissapin@hotmail.com

Terça-feira, Julho 04, 2006

Nathalie Brandes Lourenço

Sinto-me duplamente feliz quando o Caleidoscópio é uma indicação de um amigo, neste caso, Leandro Jardim, quem me apresentou a Czarina das Quinquilharias. Nathalie Brandes Lourenço, escritora, nascida em 1984, em São Paulo, onde vive até hoje.

Essa descoberta foi muito gratificante, pois vejo em Nathalie o ímpeto e o entusiasmo que tinha há dez anos, o que aumenta minha esperança de que algo, no campo literário, já está mudando nesse país.

Seu blog intitulado “Sabedoria de Improviso” desnuda uma escritora intimista e existencialista, mas não só isso, sacode as mentes desavisadas de maneira permanente, é contundente e perturbadora, sempre em tom confessional.

Seus contos trazem fragmentos de vidas que poderiam ser a minha ou a sua, caro leitor, e chocam, alguns pelo excesso se realismo, outros por um surrealismo, uma teoria do absurdo, tudo misturado em uma prosa simples, longe de ser simplória.

Sua poesia é mais leve, quase toca a doçura, em alguns momentos, se comparada à prosa, mas não estou e nem quero generalizar, pois Czarina é uma escritora versátil e criativa, confesso-me tocada por sua escrita em vários sentidos.

Em muitos textos que li, percebi que ela tem a facilidade de mudar o ângulo de visão do leitor, consegue guinadas que podem deixar tonto ou até nos deixar sem chão.

Recomendo:
Poesias:
Simbólico
Outro domingo
O que Jack não disse
Sem sapatilhas
Andaluza
Os mortos-vivos

Prosas:
A Yakissoba Story – Partes 1,2 e 3
A teoria na prática
O sexo ou HAAGEN DASZ
Prefiro o barulho do mar
Croniqueta

Blog:
http://sabedoriadeimproviso.blogspot.com/

Sítio:
http://www.zineabsinto.cjb.net/


Boa semana, e até a próxima!
Agradecimentos especiais à Caroline Schneider, que gentilmente revisa meus textos.

O objetivo maior do meu trabalho é a troca, por isso há espaço para comentários no rodapé da página.Dúvidas ou sugestões: larissapin@hotmail.com

Agradecimentos especiais ao fotógrafo Paulo Brasil, você poderá encontrar mais trabalhos dele no endereço:
http://www.flickr.com/photos/37837202@N00/

RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS E A PROPRIEDADE INTELECTUALCopyright © 2006. É proibida a venda ou reprodução de qualquer parte do conteúdo deste site. Este texto está protegido por direitos autorais. A cópia não autorizada implica penalidades previstas na Lei 9.610/98.
Convido você leitor, para que visite meu blog de prosa:
http://www.calamidadevisceral.blogspot.com/

Quarta-feira, Junho 28, 2006

Paulo Eduardo

Encontrei Paulo em uma comunidade do Orkut, chamada “Bar do Escritor”, um caminho muito diferente dos outros escritores já citados até aqui. Paranaense, nascido e criado na cidade de Ponta Grossa, Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves tem uma personalidade forte e irreverente, não faz questão de agradar, joga seus textos na cara do leitor e isso me apetece.

Seus poemas escatológicos, corrosivos, não deslumbram os olhos desavisados, mas como gosto de poetas marginais, o identifiquei logo, ele debocha da sociedade, das fraquezas e mazelas humanas, lembrou-me Glauco Mattoso, o primeiro escritor que apresentei aqui no Caleidoscópio.

Paulo é livre, desnudo dos falsos pudores sociais, pelo menos em sua poesia, na prosa participa de um blog, mas disse que não pode escrever palavrões neste espaço, então é mais recatado, o que não afeta em nada sua língua ferina, que chicoteia, tripudia do inconsciente popular.

Diz se interessar por física quântica, misticismo, e coisas que são tão inexplicáveis que sequer nome têm. Citou Bukowski e Remarque como influências. No aspecto material, o conteúdo, confessa ter preferência sobre o formal, por isso se perde entre “acentos” e “porquês”, por se tratarem do meio e não do fim da escrita. Sendo assim, atenha-se ao conteúdo que esse escritor tem, ele é fascinante! Pouco convencional, mas surpreendente!

Como aviso sempre, escrevo apenas sobre o que me agrada, meu crivo é torto, mas tem crédito. Vale a pena conferir!

Recomendo:
Para quem tem Orkut:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3891757&tid=2469156686073975035
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3891757&tid=2463764322421592315
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3891757&tid=2470783952545665275
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3891757&tid=2460390677150191867
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3891757&tid=2455170911053566203
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3891757&tid=2457956004071493883
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3891757&tid=2455728584639664379
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3891757&tid=2455641837037703419
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3891757&tid=2456127342288326907

No Blog recomendo:
Criança magrinha
Dá nada, eu to bêbado
Da vida, o problema é viver

Blog:
http://nossogarfodecadadia.blogspot.com/

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Terça-feira, Junho 20, 2006

Leandro Jardim


Sempre é bom reiterar ao leitor do prazer que sinto por estar aqui e, principalmente, descobrindo gente nova brotando e florescendo, neste solo fértil que é a rede. Leandro Schoemer Jardim foi mais um achado, uma dessas raridades, uma jóia, um oásis de bom gosto e de boa leitura.

Carioca, compositor, cantor, letrista e poeta, nascido em 1979, em Birmingham, na Inglaterra, onde seus pais brasileiros foram estudar mestrado e doutorado. Voltaram para o Rio de Janeiro quando ele tinha três anos de idade. Leandro faz questão de enfatizar que é brasileiro e carioca.

Diz ter começado a tocar violão aos dezoito anos, autodidata, contava apenas consigo e a boa vontade dos amigos, o violão era companheiro inseparável, começou a transformar suas tristezas compondo letras de música e confessa que no princípio não tinham qualidade.

Ao entrar no curso de comunicação da PUC, seu interesse por arte e música, em especial, deu uma guinada. Juntou os amigos em uma banda chamada Kauabanga e apresentou-se em seu primeiro show.

A banda acabou, mas Leandro continuou compondo e iniciou as gravações de seu trabalho e foi isso que marcou a sua guinada de compositor pra poeta: quando decidiu ser letrista, focar a parte da composição.

Conheceu Rafael Gyner, atualmente seu parceiro musical, que o presenteou com um livro de Fernando Pessoa, citou também Manoel de Barros, como influência, embora admitindo ter um estilo próprio, diz que a poesia foi elemento modificador em sua vida.

O blog nasceu dessa sua empolgação pela poesia e pela música. Nele Leandro nos brinda com seus poemas melodiosos, sonoros, que nos fazem viajar nos sons, nas toadas da natureza e da urbanidade. Traz amor e lamento em seus versos, afiados, cortantes. Vale a pena conferir!


Recomendo:
Trilogia do Lamento
Esse vento
Gênios e loucos
Urbanismo e Natureza

Blogs:
http://florespragasesementes.blogspot.com/
http://blogdesete.blogspot.com/

Ouça Leandro Jardim
http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=34585

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