domingo, 20 de março de 2011

Pequenos defeitos

pois eu nunca tive defeitos pequenos
há tempos não peno sonhando-me o eleito
exceto uns senões sou até bom sujeito
tirante o sem jeito até sou mais ou menos

o réu mais direito a mim mesmo condeno
confuso e sereno confesso e suspeito
beirando ao ingênuo meu caos é conceito
demais contrafeito do próprio veneno

sou juras e juros cobrados na fonte
desculpas aos montes e vozes tão duras
refém da censura que vê no horizonte

no meio da ponte meu salto procura
que a própria paúra por fim se amedronte
e um verso desponte de cada fratura

4 comentários:

Michele P. disse...

"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso: nunca sabemos qual deles sustenta o nosso edifício inteiro". Clarice Lispector

Poema belo e bem escrito. Declamei em voz alta.

Um abraço

Kiro Menezes disse...

Adoro sua poesia! Me fascina!!!

^_^´

Larissa Marques disse...

como é bom ler você!
beijo!

Emoções disse...

Para ser poeta basta ser sincero, escrever o que sente, amar o que realmente deseja, e esquecer a beleza superficial das palavras que formam a poesia, pois se verdadeiro é o seu sentimento, puro será seu coração...e lindas serão suas palavras!