domingo, 27 de setembro de 2009

Enquanto meu esqueleto dançava esparramendo-se no Chão

Dia desses percebi que estava vivo

assistindo minhas víceras brincarem

sonoramente dentro de mim

enquanto meu esqueleto dançava

esparramando-se no chão

O coração foi do peito à sola do pé

e na volta pela boca quis fugir

num grito, num choro,

(o que seja!)

numa gargalhada debochada

às vésperas do orgasmo

enquanto meu esqueleto dançava

esparramando-se no chão

Senti o cabelo que crescia,

Da pele, os pêlos, as unhas

Buscando espaço, pedaços de mim

por toda parte se retorciam

enquanto meu esqueleto dançava

esparramando-se no chão

Foi então que a respiração inflou o peito

o sangue ensopou a carne

uma gota de suor na testa resfriou a febre

e percebi que estava vivo

enquanto meu esqueleto dançava

esparramando-se no chão

S.G.

5 comentários:

Larissa Marques disse...

Samuca,
admiro seu trabalho, sabe disso, mas torno isso público!
o espaço está aberto se quiser falar de teatro, de cênicas, estamos misturados e tudo junto!
bjk!

Samuel Giacomelli disse...

Maravilha!
Vamos por pra funcionar.

BEIJO

Magmah disse...

muito bom, Samuel, amei isso... li e reli, e reli.

Luciana disse...

É,engraçado né?
As vezes parece que não estamos,as vezes queremos não estar e outras somos muitos felizes por isso.

Samuel Giacomelli disse...

Obrigado pelos comentários Magmah e Luciana.

Beijos