domingo, 2 de janeiro de 2011

Não sei em qual tempo vai dar
A foz, o leito do amor que me consome
Sei que vai durar
A quantidade de lágrimas que dorme
Na inércia do entardecer
Que a todas as fraturas exuma.

Sei que não é de lágrimas o amanhã
Porisso avanço
Sutil e manso
Adiante.

Sorrisos, tenho às barganhas
Estreitos e precisamente orfãos
Sei que são enxame e jarro
Do palato às esculturas
A flor da seca e das chuvas
Guarda o revés.

E que nada em meu nome
Descanse enquanto dura.

E que nada no viés
Escame perpetuação.

Gota a gota
Perduro.




Um comentário:

Angélica Lins disse...

Urge o risco de seguir.

Beijo e feliz 2011!