segunda-feira, 5 de abril de 2010

Velha Guarda

[Sacis & Garibaldis] foto: Ricardo Pozzo


Sai na avenida,
o suntuoso carro
alegórico,
minha requintada
coleção
de horrores,
o versejar
retórico.

Fantasia de
flores químicas,
monocromática
(o sempre
mesmo murro
em ponta de faca).

O samba enredo
minimalista:
a colombina
vigarista,
na cadência
e um pierrot
da incoerência,

estupidamente
clichês


Ricardo Pozzo

4 comentários:

J. disse...

E exatamente por serem estupidamente clichês, tão encantadores.

Abração.

Louis Alien disse...

estupidamente...cliclhês e murros em pontas de faca...

dedos cortados...sangue por aí...

legal descobrir uma revista eletrônica masculina.

quando tiver espaço pra mais um me avisem.

Larissa Marques disse...

é o limite que não tenho, quase tudo é clichê, mas clichês não deixam de ser encantadores!
Massa, Pozzo!

Ana Marques disse...

o murro
que encontra a faca

e se perde na dor
reconhecimento

de um rosto
pintado
[e tosco]

o rosto dela
que se perdeu
o rosto dele
que se esqueceu

e a rima torna-se
tão chiclê
quanto suas personas.

:)

Adorei, Ricardo, adorei.
beijo doce.